Segurança e Justiça
Mutirão de coleta de DNA para localizar pessoas desaparecidas
Começou nesta segunda-feira (24), a 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. Durante a semana, serão mais de 340 postos disponíveis em todos os estados. A coleta é mais um recurso que pode ajudar a trazer respostas para as famílias.
DNA e desaparecidos
Realizado por órgãos periciais oficiais, o procedimento não tem custo, é rápido e indolor. Os perfis genéticos dos familiares são cruzados com os bancos de DNA estaduais e nacional, o que amplia as possibilidades de identificação e localização.
“Neste ano nós estamos atuando nos 27 estados, com mais de 342 pontos de coletas, 8 a mais que no ano passado. Já identificamos 100 pessoas, já demos match em 100 pessoas. São 100 famílias que descobriram o paradeiro de um ente querido, então que essa dúvida deixou de existir. E este ano com um ponto de coleta também no Ministério da Justiça”, afirma Chico Lucas, secretário nacional de Segurança Pública / MJSP.
Banco de dados
Até 2021, eram 3.110 materiais genéticos inseridos nos bancos de dados do país. Número que saltou para 14.139 este ano. Já as identificações de pouco mais de 100 ultrapassaram 800, após as mobilizações.
“Quem tem um familiar desaparecido que doe seu material que essa é uma possibilidade muito importante de poder resolver e ter uma resposta numa situação que a gente sabe que é tão desesperadora pra todos os familiares”, convida Simone de Jesus, coordenadora de Política sobre Pessoas Desaparecidas / MJSP.
A doação de DNA pode ser feita em qualquer ponto de coleta, de preferência por familiares de primeiro grau, mesmo fora do local onde o desaparecimento aconteceu. É preciso apresentar um documento de identificação e as informações do boletim de ocorrência do desaparecimento. A lista com todos os pontos de coleta você encontra no site do Ministério da Justiça ou clicando aqui.
Notícia EBC

