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Representante dos deficientes discursa na Câmara e critica prefeitura

A presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Jaraguá, Leiliane Maria, usando a tribuna livre da Câmara nesta terça-feira (29), relatou a realidade vivida pelos deficientes físicos e cadeirantes em Jaraguá.
Segundo a presidente, existem em Jaraguá 280 deficientes físicos (cadeirantes), uma população ainda desconhecida pela maioria da população, isoladas da camada social por suas próprias limitações físicas.
Discursando para os vereadores, Leiliane Maria disse que, durante a campanha eleitoral, os políticos se lembram dos deficientes, ou seja, eles passam a ser importantes, porém, assim que passa o período eleitoral eles não recebem mais a visita dos que foram em busca de votos, citando os vereadores como base de seu discurso.
Para a representante, mesmo após procurar o prefeito e apresentar a demanda dos deficientes, que é a falta de cadeiras de rodas, eles não foram atendidos, ainda que todo o processo de requerimento da entidade representativa fosse feita de forma documental.
O prefeito Zilomar Oliveira (PSDB), em conversa com a presidente da associação, disse que precisa de um tempo para poder ajudar a entidade e seus representados, disse Leiliane.
São pessoas que precisam urgentemente de cadeiras de rodas para se locomoverem, não há como esperar, enfatizou.
Com um ano morando em Jaraguá, a presidente da instituição diz que não via cadeirantes nas ruas, foi quando ela os procurou em casa, onde alegaram que não tem como sair porque não tem cadeiras de rodas.
Há deficientes que estão usando cadeira de fio porque não tem outra opção.
Outro fator que compromete a mobilidade dos deficientes são as calçadas, sem rampa de acesso, com direito de ir e vir, como acontece hoje em Goianésia, disse.
Questionada se a Fundação Social de Jaraguá já foi procurada, Leiliane disse que sim, e que em alguns casos há ajuda, mas não se compara com a demanda.
Minha luta não vai parar. “Eu vim para Jaraguá para trabalhar pelos deficientes”, concluiu.
Resposta dos vereadores
Alguns vereadores reagiram ao discurso da presidente dos deficientes. Para a maioria deles, o discurso foi pesado, ou seja, a representante não os procurou para falar pessoalmente sobre o tema, inclusive, indicaram a OVG (Organização das Voluntárias de Goiás) que dispõe de cadeiras de rodas, cujo processo para a retirada não é difícil.
