Segurança e Justiça

Jaraguá era rota do crime que começava no Paraguai

Com a ação da Receita Federal e da Polícia Federal (PF) em Jaraguá, alguns dados sobre o milionário esquema de vendas de produtos falsificados vindos do Paraguai foram divulgados pelos órgãos de fiscalização.

Receita Federal em Jaraguá

Contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro eram alguns dos crimes praticados por empresas que tinham escritório em Jaraguá, onde celulares e tintas de impressora eram embalados e colocados à venda nas plataformas de venda online, incluindo Shopee e Mercado Livre.

A investigação começou em 2022, quando mercadorias contrabandeadas do Paraguai foram apreendidas pela Receita Federal. A partir daquele ano, uma das empresas de Jaraguá passou a ser monitorada.

Foto: Izaias Sousa

Segundo dados, entre 2020 e 2024, o grupo movimentou R$ 300 milhões com vendas no Mercado Livre. Porém, o valor pode chegar a R$ 1 bilhão.

Produtos comercializados

Na lista de produtos vendidos pelas empresas investigadas estavam:

Celulares Xiaomi, Apple e Samsung.
discos rígidos;
robôs aspiradores;
equipamentos Starlink;
aparelhos de ar condicionado portáteis;
perfumes;
tintas para impressoras.

Dados mostram que pelo menos 300 pessoas jurídicas movimentavam o dinheiro da sonegação fiscal, além de 40 pessoas físicas, que eram formadas por gestores financeiros, motoristas, olheiros e batedores.

Esquema criminoso

No esquema, havia também empresas laranjas que emitiam notas fiscais frias e movimentavam contas bancárias para lavar o dinheiro.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Jaraguá (GO, Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e Céu Azul (PR), além de Goiânia; São Paulo, Campinas e Presidente Prudente (SP); Contagem (MG), Dourados (MS) e Recife (PE).

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