Uma geração dependente da tecnologia e da mídia social

O século XXI vem sendo representado por uma geração de pessoas praticamente dependentes da tecnologia e de mídias sociais, e, mais graves ainda, é que parte desse grupo de pessoas está também às crianças e adolescentes.

A situação já é objeto de estudo da classe médica sobre o perfil da nova geração antenada em um mundo virtual repleto de prazeres emocional, cujos resultados mostram que o novo modelo de vida passa a ser também um caso de saúde publica.

Famílias inteiras estão sendo adeptas das novas tecnologias de comunicação e entretenimento virtual, passando a se relacionar com as pessoas à distância, interagindo em cada arquivo compartilhado nas redes sociais ou nos chats de bate papo na internet.

O problema não está exatamente na evolução das mídias sociais como ferramenta de comunicação, até porque elas são instrumentos necessários para a produtividade em ambiente de trabalho e no mundo dos negócios.

No entanto, a tecnologia de comunicação também vem sendo usada de forma indiscriminada por parte da população que, em sua grande maioria, usam a rede para entretenimento diário e sem produtividade, seja econômica ou cultural.

Psiquiatras e psicólogos estão cada vez mais recebendo em seus consultórios pessoas de todos os níveis e classes sociais que vão à busca de tratamento para o chamado “vício tecnológico”.

Afazeres produtivos são deixados para um segundo momento na vida de milhões de brasileiros que fazem das tecnologias e redes sociais um passa tempo quase tão importante quanto se alimentar e dormir.

Os celulares com conexão a internet mudou a forma de vida das pessoas em um mundo moderno, onde a rapidez e a praticidade estão nas palmas das mãos, cujas decisões são tomadas em um clique.

Essa nova regra de vida deixa as pessoas mais sedentárias, estressadas, ansiosas e, quando as coisas não se resolvem na mesma velocidade da internet e seus sofisticados programas, elas ficam irritadas, mal humoradas e com a sensação de impotência naquele momento.

Estamos vivendo em meio a uma geração de pessoas controladas como robôs em uma linha de produção de uma fábrica, mas, os verdadeiros controlados somos nós.

Tornamo-nos controladores das coisas e até das circunstâncias, em algum momento. Se as coisas não terminam como queremos, a tecnologia da rapidez não nos ensina esperar, já que tais equipamentos não foram programados para perder, errar, voltar atrás, dar uma nova chance e, acima de tudo, a tecnologia não foi programada ainda para nos colocar em descanso, quando necessário.

Izaías Sousa

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