Publicado em: sex, maio , 2017

Secretário de Segurança do DF afirma que agressão a fotógrafo do GLOBO será investigada


RIO — O Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Edval Novaes, informou que a agressão de um policial militar a um fotógrafo do GLOBO, durante a manifestação realizada em Brasília na quarta-feira, será investigada pelo órgão. Ao se aproximar de policiais que atiravam contra os manifestantes para registrar a cena, o repórter-fotográfico André Coelho foi ameaçado por um dos PMs. Mesmo após o fotógrafo gritar que era jornalista, o policial atirou no chão e chutou a perna do funcionário do GLOBO.

Edval informou ainda que os dois policiais que foram flagrados, em vídeo do GLOBO, atirando em manifestantes já foram ouvidos em depoimento. Ele não soube dizer, no entanto, se eles foram afastados das atividades na rua. Um inquérito já foi aberto, ainda na quarta, para apurar o caso. O secretário ressaltou, ainda, que a orientação dada aos policiais é nunca agredir ou atirar contra manifestantes.

– É inaceitável o que aconteceu. Mas os policiais já foram ouvidos no inquérito que foi aberto.

Há dois meses como secretário de Segurança do Distrito Federal, o delegado disse que em mais 150 manifestações que aconteceram na Esplanada dos Ministérios, no último ano, não houve registro de tiros de policiais do DF.

Ex-sub-secretário de Inteligência do Rio, o delegado federal já estava acostumado com a violência na capital fluminense. Ele explica que o processo no Rio é diferente do que no DF. Em Brasília, o direito a defesa dos policiais não prevê a prisão imediata.

– Não há orientação para os policiais atirarem. Esses policiais não eram da tropa de choque, que estava no meio da Esplanada. Tinham três mil policiais na manifestação. Segundo o secretário, pelo menos 950 ônibus chegaram a Brasília para a manifestação.

– Algumas pessoas se infiltram entre os manifestantes com o foco principal de furar o bloqueio da barreira e da tropa de choque. Eles jogavam paus e pedras nos policiais. Um deles teve a perna quebrada.

Jornal O Globo