Secretário de comércio representa um polo industrial em crise

Momentos péssimos para as indústrias em Goiás se torna também em pesadelo para o setor de confecções em Jaraguá, cujo mercado foi o que mais empregou em toda sua história da economia no município, diferente de hoje, onde o comércio varejista é o que mais emprega.

O polo industrial de Jaraguá já teve seus dias de glória, quando a economia do país ainda estava em alta, além de outros fatores internos, como o mercado negro das roupas de marcas que eram fabricadas no município e vendidas em diversos estados do Brasil.

Com a atuação dos órgãos de policia e de defesa do consumidor contra o comércio e distribuição ilegal de roupas, com milhares de peças apreendidas anualmente e com dezenas de pessoas presas, o polo industrial de Jaraguá aos poucos foi se esgotando, e hoje, opera com apenas 50%, em comparação entre os anos de 1990 a 2011.

Hoje, com a terceirização, os empresários que ainda estão fabricando suas marcas demitiram os funcionários para cortar gastos, investindo em facções, sendo este o último setor deste polo que mais cresceu nos últimos 20 anos.

Se antes havia anúncios de ‘precisa-se de costureiro’, hoje eles também enfrentam a crise do desemprego, e o que muito aparece são anúncios de vendas de maquinários de costura.

Grande parte dos compradores de roupas migrou para outras cidades, como a capital do Estado, Goiânia, há 120 km da cidade.

Dezenas de empresários do vestuário também migraram para outros polos e hoje estão vendendo suas roupas em Brasília e Goiânia, onde há grandes feiras e com público garantido.

Algumas galerias de lojas ainda movimenta o setor de roupas em Jaraguá, todas localizadas às margens da BR-153, entrada e saída da cidade.

Para o novo Secretário de Comércio e Indústria, Henrique Bernardo, os desafios por enquanto é o de promover o setor industrial em outros estados no sentido de trazer turistas e compradores.

Não há mágica frente a uma pasta em meio à crise. O problema é crónico, ou seja, em três anos que deve ficar frente à secretaria, representa pouco tempo para que tal realidade possa mudar no fortalecimento das empresas locais.

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