Publicado em: qua, fev , 2017

Salário de R$ 1.500 foi pivô de suspensão do concurso da PM


Apesar da má vontade do governador Marconi Perillo (PSDB) de fiscalizar o concurso da Polícia Militar de Goiás, o fato em si não foi determinante para a suspensão do certamente pela juíza Zilmene Manzolli, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Goiânia.

Apesar dos relatos de desorganização e irregularidades, o Ministério Público já abriu investigação para descobrir se são boatos ou realmente ocorreu tais fatos. 

O que mais pesou na suspensão do concurso foi a inconstitucional lei que cria o soldado de 3ª classe, que segundo a magistrada, configura uma forma do governo burlar a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento da ADI 5163, já que cria a nova graduação que possui a mesma nomenclatura dada aos soldados do Serviço de Interesse Voluntário (Simve).

A juíza então decidiu suspender para não ter nomeações dos aprovados e, logo depois, ter que pedir a exoneração dos candidatos. O governo foi alertado antecipadamente do impasse que causaria, mas quis manter o edital com o erro judídico. 

O concurso obteve 41.829 inscritos para 2.500 vagas ofertadas, sendo 2.420 para soldados de 3ª classe e 80 para de cadete. Os salários variam entre R$ 1.500 para soldados e R$ 5.501, 43 para cadete. A carga horário para ambos é de 42 horas. Resta saber se haverá ressarcimento dos valores das inscrições. 

Do Goiás Real