O que as autoridades falaram após morte de casal, no Setor Primavera

O crime brutal ocorrido na tarde do último domingo (22) no Setor Primavera — marcou de forma negativa a cidade de Jaraguá com seus 47 mil habitantes.

José Antônio e Sirlene Ferreira da Silva foram mortos pelo próprio filho, Marcos Antônio da Silva, após o mesmo fazer uso de drogas, segundo consta em seu depoimento à polícia.

Em redes sociais, centenas de pessoas compartilharam reportagens e fotos das vítimas e do autor do crime que chocou a região por sua brutalidade.

Ao Jaraguá Notícia, o Promotor de Justiça, Everaldo Sebastião de Souza, disse que a sociedade vive em um caos, quando crianças entram em escola e atiram contra colegas, fazendo alusão ao caso ocorrido em uma escola particular de Goiânia, onde duas crianças foram mortas pelo colega de sala.

Sobre o crime ocorrido em Jaraguá contra o casal José Antônio e Sirlene Ferreira, o promotor disse estar perplexo, assim como qualquer cidadão que acompanhou o caso.

“Nenhum força de segurança é capaz de evitar um crime como esse. Urge a criação de programa social, como o de tratamento a saúde para grande parte da sociedade doente pelo uso de drogas e com desequilíbrio emocional. Enquanto o estado não se atar para essa necessidade, fatos semelhantes vão continuar acontecendo”, disse o promotor.

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Segundo o delegado de Polícia Civil, Grênio Ricardo, espera-se que a pessoa, ao cometer um crime bárbaro como esse, fique constrangida em relatar, o que não aconteceu com o autor. Acreditar no ser humano é complicado, falta muita fé em Deus e amor entre as pessoas. Devemos tomar cuidado com quem estamos relacionando. “A vida está banalizada”, disse o delegado em entrevista ao radialista Wellington Marques.

Cerca de duas mil pessoas passaram pelo salão social da Igreja Nossa Senhora da Penha, onde o casal foi velado até às 17 horas desta segunda-feira (23/10).

José Antônio e Sirlene Ferreira da Silva eram ministros de celebração na igreja católica, e, portanto, muito conhecidos na cidade por suas atividades religiosas, o que deixou a cidade abalada com a  notícia do crime.

(Izaias Sousa).

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