Publicado em: dom, mar , 2017

“Me vejo menina-mulher”, reconhece Marina Moschen


Tímida, ponderada e de fala meiga, Marina Moschen (20) é a tranquilidade em pessoa. “Se me irrito, acumulo. Não lembro de alguma vez ter saído do sério. Não sei, é algo meu!”, reflete. Por trás dessa personalidade mais introspectiva, há uma menina-mulher linda, simpática, de traços fortes e sorriso encantador. E que arrebata admiradores a cada nova aparição na TV.

No ar como a Yasmin em Rock Story, Marina estreou nas novelas com participação em Os Dez Mandamentos, em 2015, e estourou em seguida como a protagonista Luciana de Malhação: Seu Lugar no Mundo. “Aconteceu rápido, mas não senti de forma muito agressiva, foi natural.

Claro que há todo meu esforço por trás, mas acho que as coisas conspiraram. Sabe quando tem que acontecer? E agarrei!”, conta a atriz, no Gran Meliá Nacional Rio, em São Conrado. Criada em Angra dos Reis, sua cidade natal no litoral fluminense, pelos avós Vera (70) e Abel (76), ela se mudou para o Rio aos 16 anos, onde vive até hoje com a nova família do pai, Fernando (43). Ele e sua mãe, Elaine (40), são separados.

Mesmo discreta sobre a vida afetiva, Marina fala abertamente sobre o relacionamento de quatro anos com o empresário Daniel Nigri (39). E minimiza o fato de ele ser 19 anos mais velho. “Talvez para outras pessoas até faça diferença, para mim, não. Foi tudo tão natural. Não tem nada a ver isso”, ressalta a estrela.

– O que mudou na sua vida desde o encontro com Daniel?

– Muita coisa. Daniel é parceiro, tudo o que faço a gente conversa, até questões profissionais. Ele me faz refletir sobre a vida, a carreira, relações com as pessoas. Me faz crescer. Além disso, é bastante dedicado, disciplinado, tem coração bom, é superafetuoso.

– O que tem sido essencial para fazer o namoro dar certo?

– Ele é o meu único namorado até hoje. Então, não sei dizer o que faz dar certo ou não. Não tenho como comparar. Mas acho que ajuda o fato de ambos sermos muito tranquilos, caseiros e de conversarmos sobre tudo.

– Sonha em casar?

– Não é algo que fique pensando, não me atrai olhar um vestido de noiva. Pode ser que um dia a vida encaminhe para isso e eu vá casar, morar junto. Mas acho que será algo bem natural. Por enquanto, está muito bom morar com meu pai, até porque acabei de ganhar um irmãozinho, o Diego. E estou empolgada.

– Fale um pouco de seus avós.

– São base, referência, colo, carinho. Falo que tenho quatro pais, porque eles somaram. Fui criada por eles porque minha mãe é de Ilha Grande, de família de pescadores. Morando lá, para eu estudar, seria difícil, tem que pegar barco. Na época, o pai foi fazer mestrado em Florianópolis. Aí fui morar com meus avós e terminei ficando por lá.

– Sempre quis ser atriz?

– Nunca passou pela minha cabeça. Teve uma época em que fazia 11 cursos, como violão e piano, fora o colégio, para ver se gostava de algo. Aí fiz um de teatro de três meses em Angra mesmo. Quando acabou, senti falta. Pensei, é isso o que quero.

– Aos 20 anos, se sente ainda menina ou mais mulher?

– Acho que não sou mais uma menina, mas também não me vejo adulta, mulher. É uma fase de transição, normal. Também não tento definir nada. Claro que, com tudo o que vem acontecendo, amadureci. Tem coisas que fazem a gente ir mais para o lado adulto. São prós e contras, é um equilíbrio nessa idade. Não precisa forçar nem para menos, nem para mais, só ser eu mesma. Me vejo menina-mulher, essa é uma boa definição.

– E em termos de corpo, sente mudanças nessa fase?

– Aos 16, acho que tinha mais corpo. Hoje em dia, estou um pouco mais magra. Até pela mudança para o Rio, antes havia a comida da vovó. (risos) Mas estou satisfeita. Quando olho no espelho, não fico julgando. Claro que há momentos em que acordo e acho que não está legal. Mas sou tão nova, não vou ficar pensando em mudar algo ainda. Se um dia precisar, tudo bem. Mas, atualmente, se algo não agradar, penso: é o meu corpo. E se tiver que melhorar, que vá malhar, me exercitar!

Da Revista Caras