Publicado em: qua, fev , 2017

Homem que matou Ana Clara ajudou nas buscas e era próximo da família


As polícias Civil e Militar revelaram que o suspeito de matar a garota Ana Clara Pires Camargo, de 7 anos, participou das buscas pela menina, que ficou cinco dias desaparecida. Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (22), as corporações destacaram que o vendendor de bloco de notas fiscais, Luis Carlos Costa Gonçalves, de 35 anos, morto em um confronto com a PM, chegou a ser ouvido durante a investigação, mas foi liberado por não haver nenhum indício que o ligasse ao crime.

Segundo o assessor de comunicação da PM de Goiás, tenente-coronel Ricardo Mendes, Luis tinha uma relação íntima com os parentes da vítima. “Ele participava das buscas e estava sempre próximo da família”, afirmou.

A Polícia Militar informou que chegou até Luis Carlos após um caseiro encontrar o carro dele abandonado, no início desta manhã. “A testemunha nos disse que viu o veículo abandonado e uma pessoa correndo e ligou para a PM. Os policiais foram ao local e, com a placa do carro, descobriram o endereço do suspeito. Na casa, tinha um anúncio de aluga-se com os números de telefone dele”, explicou Mendes.

O assessor da PM completou que, quando a polícia ligou e se identificou como militares, o homem demonstrou muito nervosismo. “Ele se identificou como Luis e depois disse que ‘não queria ter feito aquilo com ela’ e que iria se entregar. Na sequência, desligou”, disse. Os policiais desconfiaram da atitude do homem, voltaram ao carro e, durante buscas, encontraram o corpo da menina a 30 metros do carro.

A corporação conseguiu identificar a namorada do suspeito, que denunciou onde ele podia estar escondido.

“Nós a localizamos e ela disse que era ameaçada por ele. Também contou que o suspeito poderia estar na casa do irmão dela, no Setor Carollina Park. Quando a PM chegou ao local, adentrou e foi recebida a tiros. Ele estava sozinho e morreu no confronto”, disse Mendes.

O corpo de Ana Clara foi localizado em uma área de mata, nesta manhã, por volta das 9h, às margens da GO-462, em Santo Antônio de Goiás, Região Metropolitana de Goiânia. Conforme Mendes, um caseiro viu localizou um carro e viu uma pessoa sair correndo. Um vídro de álcool e um composto químico ácido, não especificado, foram encontrados no local.

“Quando chegamos, encontramos o corpo cerca de 30 metros de distância do carro. Quando o caseiro viu o rapaz correndo, acionou a PM. Não podemos confirmar, mas achamos que era o Luis. Nossa suspeita é que ele a matou dias antes e hoje foi ao local para jogar ácido e tentar ocultar o corpo”, disse o tenente-coronel.

Depoimento
De acordo com o delegado Gylson Ferreira, assessor de comunicação da Polícia Civil de Goiás, Luis foi ouvido como suspeito do desaparecimento da garota na manhã de terça-feira (21).

Ana Clara Pires Camargo, 6, está desaparecida desde a tarde de sexta-feira (17), em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

As polícias Civil e Militar revelaram que o suspeito de matar a garota Ana Clara Pires Camargo, de 7 anos, participou das buscas pela menina, que ficou cinco dias desaparecida. Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (22), as corporações destacaram que o vendendor de bloco de notas fiscais, Luis Carlos Costa Gonçalves, de 35 anos, morto em um confronto com a PM, chegou a ser ouvido durante a investigação, mas foi liberado por não haver nenhum indício que o ligasse ao crime.

Segundo o assessor de comunicação da PM de Goiás, tenente-coronel Ricardo Mendes, Luis tinha uma relação íntima com os parentes da vítima. “Ele participava das buscas e estava sempre próximo da família”, afirmou.

A Polícia Militar informou que chegou até Luis Carlos após um caseiro encontrar o carro dele abandonado, no início desta manhã. “A testemunha nos disse que viu o veículo abandonado e uma pessoa correndo e ligou para a PM. Os policiais foram ao local e, com a placa do carro, descobriram o endereço do suspeito. Na casa, tinha um anúncio de aluga-se com os números de telefone dele”, explicou Mendes.

O assessor da PM completou que, quando a polícia ligou e se identificou como militares, o homem demonstrou muito nervosismo. “Ele se identificou como Luis e depois disse que ‘não queria ter feito aquilo com ela’ e que iria se entregar. Na sequência, desligou”, disse. Os policiais desconfiaram da atitude do homem, voltaram ao carro e, durante buscas, encontraram o corpo da menina a 30 metros do carro.

A corporação conseguiu identificar a namorada do suspeito, que denunciou onde ele podia estar escondido.

“Nós a localizamos e ela disse que era ameaçada por ele. Também contou que o suspeito poderia estar na casa do irmão dela, no Setor Carollina Park. Quando a PM chegou ao local, adentrou e foi recebida a tiros. Ele estava sozinho e morreu no confronto”, disse Mendes.

O corpo de Ana Clara foi localizado em uma área de mata, nesta manhã, por volta das 9h, às margens da GO-462, em Santo Antônio de Goiás, Região Metropolitana de Goiânia. Conforme Mendes, um caseiro viu localizou um carro e viu uma pessoa sair correndo. Um vídro de álcool e um composto químico ácido, não especificado, foram encontrados no local.

“Quando chegamos, encontramos o corpo cerca de 30 metros de distância do carro. Quando o caseiro viu o rapaz correndo, acionou a PM. Não podemos confirmar, mas achamos que era o Luis. Nossa suspeita é que ele a matou dias antes e hoje foi ao local para jogar ácido e tentar ocultar o corpo”, disse o tenente-coronel.

Depoimento
De acordo com o delegado Gylson Ferreira, assessor de comunicação da Polícia Civil de Goiás, Luis foi ouvido como suspeito do desaparecimento da garota na manhã de terça-feira (21).

 

“Durante os trabalhos de buscas, fizemos um mapeamento de pessoas que seriam suspeitas de abuso infantil na região e essas pessoas citaram o nome do Luis. Apesar de não ter nenhum procedimento contra si, as testemunhas disseram que ele ficava na porta de escolas oferecendo dinheiro e balas para as crianças”, destacou.

Após o depoimento, cujo teor não foi informado pela Polícia Civil, Luis foi liberado por não existir situação de flagrante ou qualquer elemento suficiente para determinar sua prisão.

Desaparecimento
Ana Clara desapareceu no início da tarde da última sexta-feira (17), no Residencial Antônio de Carlos Pires, em Goiânia. Segundo familiares, ela saiu para comprar um refrigerante, foi vista conversando com alguém em um carro prata, voltou para casa e almoçou.

Em seguida, saiu mais uma vez para entregar um dinheiro a uma vizinha. De acordo com a polícia, a menina esteve no local, mas não deixou o dinheiro. Ela desapareceu quando retornava para casa.

O corpo dela foi localizado em uma mata por volta das 9h. No local onde o corpo foi achado, que fica a cerca de 10 quilômetros de onde a criança sumiu, os policiais também acharam um VW Gol prata, que pode ser do suspeito do crime.

Pancada na cabeça
O Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia informou que a causa provável da morte da garota foi traumatismo craniano. Segundo o diretor do IML, Marco Egberto, pela situação em que o corpo foi localizado, a suspeita é que ela tenha morrido na sexta-feira (17), dia em que desapareceu. “Provavelmente, foi uma pancada na cabeça, mas o médico ainda vai estudar as lesões”, disse ao G1.

Egberto destacou ainda que não há como confirmar se a vítima sofreu algum tipo de violência sexual. A família já reconheceu o corpo no local onde ele foi localizado, mas será preciso coletar material genético para a confirmação oficial, o que deve ocorrer em uma semana. Por isso, o corpo será  liberado como ignorado e depois a certidão de óbito é corrigida.

“Por toda a investigação, fizemos um termo de liberação para a família. Quando há grandes indícios de que o corpo seja de um parente de primeiro grau, podemos fazer isso. Eles assinam sendo responsáveis pelo corpo e informações prestadas”, completou o diretor.

Suspeito é morto
Luis foi morto após ser baleado durante um confronto com policiais, no Setor Carolina Park, em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, ele era conhecido e já foi vizinho da família da vítima. Atualmente, morava em um bairro próximo. Natural de Presidente Dutra (MA), ele trabalhava revendendo blocos de notas em Goiânia para comerciantes do Setor Campinas e da Rua 44, no Setor Norte Ferroviário.

Vizinhos da menina tentaram invadir um sobrado que fica uma rua abaixo da casa da garota, no Residencial Antônio de Carlos Pires, nesta manhã. Segundo eles, o imóvel pertence ao vendedor ambulante. A Cavalaria da Polícia Militar estava no bairro e impediu a invasão.

O imóvel estava fechado e aparentemente vazio. Populares chutaram o portão e chegaram a abri-lo, mas a PM, que estava na região, chegou e impediu que a casa fosse depredada. Os agentes seguiam no local por volta das 11h30 tentando acalmar os moradores. Ninguém foi preso.

Vizinha da família de Ana Clara, a dona de casa Aparecida Simão Vaz Lima, de 57 anos, diz que todos estão muito nervosos com o crime. “A gente está muito revoltado. Uma criança indefesa, quem sabe o sofrimento que ele a fez ela passar. A gente pede pelo amor de seja feita justiça. Queremos justiça para Ana Clara”, disse.

Do G1