Publicado em: dom, maio , 2017

Grupo realiza ato em Goiânia pedindo a saída do presidente Temer


Um grupo fez um ato na manhã deste domingo (21), em Goiânia, pedindo a saída do presidente Michel Temer (PMDB) e a realização de eleições diretas. A manifestação ocorreu na Praça do Trabalhador, no Setor Central, e foi organizada após as delações dos irmãos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista. Nelas, Temer teria dado aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A concentração começou por volta das 10h30. O ato terminou por volta das 13h10 e não houve estimativa de presentes por parte dos organizadores. A Polícia Militar não foi ao local. O protesto foi pacífico.

Algumas lideranças discursaram em um carro de som. Os manifestantes gritavam palavras de ordem e carregavam faixas com os dizeres “Fora Temer” e “Diretas Já”.

O ato foi organizado por movimentos populares e centrais sindicais. Participaram entidades como a Central Única dos Trabalhadores em Goiás (CUT-GO) e dos Trabalhadores do Brasil (CTB). Segundo Denis Gonçalves, coordenador da Frente Brasil Popular (FBP), que também participou do protesto, a situação do presidente está insustentável.

“Em função dessa situação, criou-se uma crise de governabilidade. O Temer não tem mais condição, tem que renunciar. E acreditamos que a substituição tem que ser feita por um processo democrático. Nossa pauta, hoje, é cobrar eleições diretas”, afirmou.


Os manifestantes também expuseram bandeiras e faixas em alguns semáforos da Avenida Independência. Porém, não houve nenhum bloqueio no trânsito.

Delação

O jornal “O Globo” informou que as conversas para a delação dos irmãos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista, começaram no final de março. Os depoimentos foram coletados do início de abril até a primeira semana de maio.

As delações já foram homologadas por Fachin, o que dá validade jurídica ao acordo e permite novas investigações com base nos relatos.

Além de documentos, há gravações e vídeos feitos pelos delatores e também pela Polícia Federal no caso.

De acordo com reportagem, os donos da JBS disseram na delação que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), após ele ter sido preso na Operação Lava Jato.

Em nota, nesta quarta, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou que Temer “jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar”.

Na quinta, próprio presidente fez um pronunciamento no Palácio do Planalto no qual informou não ter envolvimento com os fatos narrados pelo delator e não renunciará à Presidência da República.

Já no sábado, Temer reafirmou que segue na presidência e pediu a suspensão do inquérito que o investiga.

G1 Goías