Empresas de Inhumas são suspeitas de sonegar R$ 3 milhões em impostos

Três empresas de Inhumas são suspeitas de sonegar R$ 3 milhões em impostos ao revender de maneira irregular veículos comprados com benefícios fiscais. Os carros eram adquiridos como se fossem para locadoras, mas eram comercializados com terceiros e até órgãos públicos. A defesa das lojas nega qualquer irregularidade.

A Polícia Civil acredita que o esquema funcionava há cerca de um ano. “Uma locadora fazia o pedido de compra de carros como se fosse para ela. Por ser para locação, há um benefício de redução de 10% no valor do carro e de 20% no ICMS [Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços]. Depois, a locadora e as revendedoras faziam uma nota de venda interna, só entre elas, e os carros eram revendidos”, disse a delegada Ana Cláudia Stoffel.

Fraude em licitações

O delegado fiscal, Fernando Bittencourt, contou que a locadora até poderia revender os carros, mas após 12 meses, ou pagando a diferença no valor do ICMS. Além disso, as empresas levavam vantagens em processos de licitações juntos a prefeituras e órgão públicos.

“Como elas compravam esses carros mais baratos, ofereciam preços mais baixos nas concorrências para fornecer ambulâncias, viaturas para polícia, para assembleias legislativas em Goiás e outros estados. Com isso, tinha uma concorrência desleal com quem estava dentro da lei”, disse. Ele explica ainda que os órgãos não tinham conhecimento da fraude.

Por telefone, o advogado Hugo Mendanha, que representa as empresas investigadas pela polícia Celsinho Automóveis, Premium Locadora de Veículos e Neves e Neves, negou as denúncias.

“Tivemos um acesso muito rápido ao inquérito e ainda não conhecemos a totalidade. Porém, não há essa irregularidade, a locadora comprava os veículos, mas respeitava todo o prazo necessário para fazer a revenda”, explicou.

Restituição de impostos

As empresas investigadas terão que pagar os valores devidos em impostos. Os donos serão indiciados por falsidade ideológica, associação criminosa e também investiga se há indícios de lavagem de dinheiro.

 

“Os consumidores que compraram esses carros muitas vezes sabiam do esquema. Nós pedimos o bloqueio judicial desses veículos e os donos vão ter que pagar a diferença de valor que foi sonegado”, concluiu a delegada Ana Cláudia Stoffel.

Do G1

Share Button

você pode gostar também Mais do autor