Empresários de Jaraguá buscam inovação tecnológica na Colômbia

A Colômbia Moda é um evento voltado para o setor da moda de confecções e de insumos voltados para as mais diversas atividades das indústrias de roupas e acessórios.

Em sua 30ª Edição, a Feira das Américas foi realizada em Medellín, capital da Colômbia, com uma maciça participação de empresas brasileiras e suas representações comerciais.

Pelo menos nove (9) empresas de máquinas representaram o Brasil no evento, além de outras que apresentaram seus produtos e serviços voltados para o setor.

Uma comitiva de empresários de Jaraguá, além do prefeito Zilomar Oliveira visitou a exposição, onde conheceram de perto as novas tendências e tecnologias, tanto no processo de idealização e produção — até o acabamento final.

Na edição deste ano da Colombiatex, segundo nota emitida pela empresa promotora do evento, 40 empresas brasileiras participaram da exposição, dentre estão as marcas ABIT, ABIMAQ, ASSINTECAL e APEX-BRASIL.

A produção inteligente foi um dos temas mais debatidos durante as palestras que aconteceram no auditório principal da feira, chamado de Pabellón Del Conocimiento, com vários temas sobre a tecnologia da moda, produtos, serviços, importação e exportação, insumos e meio ambiente.

Na ocasião, várias empresas apresentaram produtos e tecnologia de ponta voltada para as lavanderias, ou seja, apresentando equipamentos que reduzem a poluição ambiental na lavagem e customização dos produtos, usando água reciclada em vez de água potável, como se faz hoje na maioria das lavanderias no Brasil.

A cadeia produtiva de Jaraguá sofreu uma queda considerável nos últimos dez anos, quando as empresas de confecções fecharam as portas, algumas delas por motivos de concorrência desleal pelo mercado pirata; outras, pela própria crise econômica que agravou ainda mais o setor de produção e venda.

Grande parte das roupas produzidas no município, hoje é vendida em Brasília e Goiânia, e, ainda assim, o fator da inadimplência vem causando a falência de centenas de empresários. Ou seja, se não houver uma melhora na economia nacional, não há como prever uma recuperação no setor.

Não há o que fazer em curto ou médio prazo, mesmo com a busca de conhecimento estratégico em feiras e eventos. É preciso que haja investimento no setor, com amplo apoio da Prefeitura e órgãos representativos, além de novas linhas de créditos por parte das instituições financeiras que possa atrair novos investidores.

O fator preço ainda é a grande barreira para que empresários possam investir nas novas tecnologias de ponta, como as apresentadas na Colombiatex 2018. Taxas de exportação e de importação praticamente inviabilizam os negócios, já que os equipamentos são caros e competitivos. (Produção Izaías Sousa)

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