Publicado em: dom, abr , 2017

Em Goianésia, pai simula sequestro e mata a filha de um ano de idade


Um crime ocorrido na cidade de Goianésia, a 135 km de Goiânia chocou a população da cidade pela forma em que um pai matou a filha, após simular um sequestro.

A garota Emilly Beatriz Rodrigues de Jesus, de um ano de idade, desapareceu na última sexta-feira (07), e, naquele mesmo dia, a polícia começou as buscas, principalmente porque a mãe da garota havia falado que, tanto a filha quanto o marido haviam sido sequestrados.

Emilly Beatriz foi encontrada em um canavial, no Residencial Ipê, com um ferimento na cabeça. Socorrida, ela chegou a dar entrada no hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

No interrogatório realizado pela polícia, presidido pelo Delegado Marco Antônio, o pai da criança, Marcelo Rodrigues Machado, de 26 anos, disse que havia sido sequestrado juntamente com a filha, versão que havia sido declarado também pela mãe.

Na presença de um psiquiatra e de um advogado, o pai de Emilly confessou o crime.

Emilly Beatriz Rodrigues de Jesus foi morta com um tiro na cabeça. Segundo o pai, ele cometeria suicídio após o crime, mas não teve coragem de levar á frente sua intenção, quando então passou a comunicar o falso sequestro.

Na versão do pai, Marcelo Rodrigues, dois homens, ocupante de um carro de cor preta os abordaram na rua, e os levaram para um canavial, local onde apontaram a arma para a menina e atiraram, fugindo logo em seguida.

A família de Marcelo Rodrigues chegou a acreditar em sua versão, mas as investigações da polícia apurou uma série de elementos que jogou por terra a declaração do pai da criança, que o prendeu por homicídio, apos o mesmo ter confessado o crime.

O autor do crime bárbaro já havia manifestado episódio de auto-extermínio, o que , segundo ele, sua vontade em cometer suicídio era devido às vozes que ele ouvia, o convencendo a se matar.

Segundo a polícia, caso comprove que ele tinha ciência do que estava fazendo, ele será indiciado por homicídio e poderá pegar de 12 a 30 anos de prisão, caso contrário, será encaminhado para um presídio psiquiátrico para então passar por um tratamento.

A arma (calibre 22 ou 32) utilizada no crime não foi encontrada. Nos próximos dias, uma nova varredura pelo local será feita. A dificuldade em encontrar a arma se dá pelo fato do revólver ser pequeno e o mato estar muito alto, disse o delegado que investiga o caso.

Informações de Denner Rafael