Demissão de comissionados gera impasse no grupo de Zilomar

Frente à necessidade de enxugar a folha de pagamento da Prefeitura, o prefeito Zilomar Oliveira (PSDB) enfrenta mais um desafio, desta vez dentro de sua base política, ou seja, demitindo do serviço público correligionários que contribuíram com sua campanha política.

Garantir o apoio ao grupo em próximas eleições com o atual quadro é uma aposta incerta, já que, manter correligionários no serviço público independe da vontade do prefeito.

A prefeitura tem que cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que rege o teto máximo que os municípios podem gastar com a folha de pagamento, na ordem de 54%.

O secretário de administração, Wilson Martins, vem cogitando a possibilidade de demissão, o que deve acontecer nos próximos dias. Segundo informações de fontes ligadas ao prefeito, elas começaram nesta quarta-feira (31).

Uma divisão dentro do grupo do prefeito Zilomar pode ter começado ainda nos primeiros meses de seu governo, quando uma ação promovida pelo Ministério Público de Goiás requisitou que fosse feita a demissão de serviços que se enquadrava em caso de nepotismo cruzado, ou seja, cargos ocupados por parentes em 1º, 2º e 3º grau.

Sem recurso, não houve alternativa, se não, a demissão de 30% dos servidores comissionados, número que pode chegar no total de 250 funcionários.

Embora o salário dos servidores efetivos esteja em dia, caso não haja demissão o quadro pode mudar, comprometendo a estabilidade do funcionalismo público municipal.

Mesmo com a demissão, o funcionalismo efetivo enfrenta problemas na questão das progressões horizontais e verticais, paradas na mesa do Poder Executivo, ou seja, não tem dinheiro para pagar os incentivos dos servidores.

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