Publicado em: seg, maio , 2017

Motorista de Uber baleado em Goiânia será enterrado em Brasília


O corpo do motorista da Uber que morreu após ter carro alvejado, Wildher Douglas Dantas Leitão, de 25 anos, segue no Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, na tarde desta segunda-feira (8). Além do condutor, dois dos cinco passageiros foram mortos. Os corpos de Murilo de Souza Santana, 24 anos, e Tainã Pereira da Silva, 19 anos, já foram liberados.

Segundo a tia de Leitão, Raimunda Fontura, a família, que é de Brasília (DF), precisa enviar documentos pessoais do jovem para a liberação, que não havia s

Feridos

O motorista levava três homens como passageiros e duas mulheres, que seriam amigas de Leitão e o acompanhavam na corrida, no Residencial 14 Bis, em Goiânia. O passageiro que sobreviveu se feriu e conseguiu fugir.

Uma das mulheres saiu ilesa e outra tem estado de saúde regular no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol).

Carro cercado

O veículo, um Ford Ka de cor branca, levou vários tiros na lataria. Pelo menos 23 perfurações foram verificadas. Os disparos foram realizados por armas calibre 9 milímetros.

Segundo apuração inicial, três veículos, um Nissan Sentra, um Renaut Sandero e um VW Fox fecharam o carro das vítimas. Os ocupantes desceram, atiraram e fugiram em seguida.

O investigador Luzaldir Gomes, que atendeu à ocorrência, disse que as duas mulheres eram amigas do motorista e não tinham chamado a o veículo por meio do aplicativo.

“Elas já estavam com ele quando os outros três homens chamaram a corrida e ele foi atender. Depois de pegar os passageiros, trafegou por cerca de 4 km até ser fechado”, disse ao G1.

O delegado plantonista Dannilo Proto, disse que ainda não é possível dizer o que teria motivado o crime. “Vários comércios da região têm câmeras, mas eles estavam fechados e não foi possível coletar o material ainda”, explicou.

O G1 tenta contato com o delegado responsável pelo caso, Thiago Martiniano, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

ido feita até as 18h. “Ele estava sem identidade, então precisam mandar os documentos. A mãe dele veio para Goiânia para fazer a liberação do corpo, que deve ser levado para Brasília para ser velado e enterrado por lá, mas ainda sem previsão de horário ou local”, informou ao G1.

Raimunda contou ainda que o sobrinho também trabalhava como eletricista e vendedor de cosméticos. Ela disse à TV Anhanguera que o Leitão morava em Goiânia há cerca de 4 anos e deixa a esposa e um filho.

“Ele era uma pessoa tranquila, calma e sempre muito preocupado com a família. Ele trabalhava como eletricista e também vendia cosméticos. Ele trabalhava como Uber para complementação da renda”, afirmou.

A tia também pediu que a polícia consiga punir os autores do crime. “Que façam justiça, que parem essa violência, que as pessoas tenham mais amor no coração, pensem mais em Deus”, pediu.

Do G1

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