Celg privatizada e mais um aumento no preço da energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (17) o aumento da tarifa de energia elétrica fornecida em Goiás. Com a decisão, a Celg Distribuição (Celg-D), distribuidora do estado, cobrará um reajuste diferente pelo serviço para pequenos e grandes usuários, sendo que o valor médio será de 14,65%.

De acordo com a Aneel, o aumento na conta de 2,8 milhões de unidades consumidoras começa a vigorar a partir do próximo domingo (22). O índice para consumidores residenciais será de 15,89%. Já clientes de média e alta tensão, como empresas e centros comerciais, incidirá o percentual de 12,03%.

A agência informou que a elevação no preço está associada à prestação do serviço e depende da “aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais”.

A Celg-D foi privatizada pelo Governo de Goiás no início deste ano – foi adquirida pela italiana Enel. Em nota, a empresa informou que do valor aprovado, “menos de 1% corresponde à parcela destinada à Celg para cobrir os custos da distribuição de energia”.

Criatividade com gastos

Para a Associação das Donas de Casa e Consumidores do Estado de Goiás (ADC-GO), o aumento é considerado “péssimo”. A presidente Keitty de Abreu Valadares afirmou que, neste caso, aconselha as associadas e a população a ter criatividade nos gastos para fechar o orçamento.

“Indicamos, como de costume, a economizar a energia e evitar ter lâmpadas ligadas de forma desnecessária. Além disso, para quem ganha um salário mínimo, será difícil equilibrar as contas. Por isso, sugerimos a compra de produtos de marcas genéricas, que tem boa qualidade e são mais baratos”, disse.

Além disso, outras dicas são o consumo de frutas e vegetais que estão na safra, pois eles saem com preço menor e evitar produtos supérfluos, como doces.

Economista vê aumento ‘estranho’

 

Doutor em economia, Walter Chaves Marim classificou o aumento nestes termos como “estranho”. Ele afirma que o índice de 15% é bem maior que a inflação nos últimos 12 meses, de menos de 3%, e não entende a necessidade do reajuste pouco mais de 8 meses após a assinatura do contrato de privatização.

“É estranho porque, no preço que ela foi vendida, já tinha uma receita caracterizada. Numa compra como essa, a compradora tinha noção dos ganhos e do custo operacional. No valor pago por ela, já deveria estar garantido o correspondente a expectativa de lucro”, afirma.

Do G1

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