Publicado em: sáb, mar , 2017

Após interdição, motoristas ficam parados em fábrica da BRF em Goiás


Após a interdição do frigorífico da BRF em Mineiros, no sudoeste de Goiás, caminhoneiros estão parados na porta da empresa, neste sábado (18), pois não receberam as notas fiscais para transportar as cargas, e os funcionários não foram trabalhar. O Ministério da Agricultura determinou a suspensão das atividades na unidade depois da realização da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

Entre os caminhoneiros parados está Juciano Escolado, que chegou ao local às 12h de sexta-feira (17). O veículo dele estava carregado e ia em direção a Jundiaí, São Paulo. “Está parado, ninguém fala nada de quando vai liberar, se não vai liberar e temos que aguardar”, relatou o motorista.

De acordo com as investigações, a unidade, que é focada na produção de carnes de aves, estava contaminada pela bactéria salmonela e mesmo assim continuou exportando carne para a Europa.

Por meio de nota, a BRF informou que a fábrica de Mineiros “responde por menos de 5% da produção total da BRF”. Ainda segundo o texto, “a última auditoria pela qual a fábrica passou foi realizada pelo MAPA e aconteceu entre os dias 25 e 28 de fevereiro de 2017, tendo sido considerada apta a manter suas operações em todos os critérios”.

Sobre as acusações de que a BRF exportou produtos com salmonella, a nota esclarece que “existem cerca de 2.600 tipos de Salmonella, bactéria comum em produtos alimentícios de origem animal ou vegetal”. Ainda conforme o texto, “todos os tipos são facilmente eliminados com o cozimento adequado dos alimentos”.

Além disso, a empresa afirma que “a BRF não incorreu em nenhuma irregularidade”, já que “o tipo de Salmonella encontrado em alguns lotes desses quatro contêineres é o Salmonella Saint Paul, que é tolerado pela legislação europeia para carnes in natura”.

Na sexta-feira, a empresa havia informado, em nota, que está colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.

A companhia reiterou que cumpre as normas e regulamentos referentes à produção e comercialização de seus produtos, possui rigorosos processos e controles e não compactua com práticas ilícitas. A empresa ainda “assegura a qualidade e a segurança de seus produtos e garantiu que não há nenhum risco para seus consumidores, seja no Brasil ou nos mais de 150 países em que atua”.

G1 Goiás

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