Agricultor colhe mandioca com mais de 10 kg, em Niquelândia

O agricultor familiar Cirley Ribeiro de Araújo, de 67 anos, colheu uma mandioca que tem mais de um metro de comprimento e pesa mais de 10 kg, em Niquelândia, na região norte de Goiás. A surpresa aconteceu 20 anos depois dele colher uma “mandioca gigante”, com de 23,3 kg, na mesma propriedade rural.

Em entrevista, o filho do produtor rural, o mecânico industrial Fábio Dias de Araújo, contou que a família estava colhendo mandioca para fazer farinha, quando descobriu a raiz que ele chamou de “mandiocona”. “A gente foi se preparar pra fazer esta farinha e fomos colhendo, até que apareceu esta ‘mandiocona’, foi uma fartura danada, e fizemos muita farinha”, contou.

A colheita da mandioca, macaxeira ou aipim, como é conhecido o alimento em outras regiões do país, aconteceu na última quarta-feira (11), na propriedade agrícola da família, na zona rural de Niquelândia. Fábio conta que o pai guarda com carinho as fotos de quando colheu outra “mandioca gigante”, há 20 anos, na mesma fazenda.

“Meu pai entende muito dos tipos de mandioca, sabe escolher bem qual a melhor para ser colhida, mas foi surpreendido nestas duas vezes. Ele guarda à sete chaves a foto desta outra mandioca, com todos os dados anotados no verso”, disse.

Brava X Mansa

O filho do produtor explica que, das duas vezes em que colheram mandiocas gigantes, a raiz colhida foi do tipo conhecido popularmente como “mandioca mansa”, que é encontrada nas feiras e supermercados. O outro tipo, segundo o agricultor, é chamado de “mandioca brava” e só é usado pela indústria alimentícia.

De acordo com a nutricionista Nathália Ramos, a diferença entre os dois tipos de mandioca está na toxidade. Ela afirma que tanto a “brava” quanto a “mansa” possuem o princípio ativo de um ácido, o cianídrico. Segundo a especialista, até 50 ppm do ácido em 100 gramas de polpa caracteriza a mandioca mansa, que pode ser consumida.

“A mandioca conhecida popularmente como brava é utilizada pela indústria para fazer farinha, porque o ácido se evapora na torrefação e toda a toxidade dela é eliminada. Elas cruas podem ser diferenciadas pelo sabor: amargo, da brava, e mais adocicado, da mansa”, explicou a nutricionista.

Do G1

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