Acusados pela morte de Wellington Mendes estão livres e MP manifesta

Elinaldo Lima e a amante, Elenídia, acusados de matar o empresário Wellington Mendes, foram colocados em liberdade por força de um habeas corpus expedido pelo Tribunal de Justiça de Goiás nesta quarta-feira (20).

Elenídia foi presa no inicio do ano acusada pela morte do marido, o empresário Wellington Mendes, com ajuda do amante Elinaldo Lima, que, após o crime, estava foragido.

Preso dias depois pela Polícia Civil, Elenídia e Elinaldo estavam presos na cadeia pública de Jaraguá, onde aguardavam o julgamento.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Elenídia, com quem o empresário era casado há mais de 20 anos, alegou que o marido havia cometido suicídio, mas evidências colocaram em xeque a versão da esposa. Segundo o delegado Marco Antônio Maia, marcas de sangue do empresário foram achadas em pontos diferentes da casa. Além disso, testemunhas disseram ter visto o suspeito deixar a residência do casal no dia em que o suposto suicídio ocorreu.

Maia diz que não tem dúvidas de que Elinaldo e Leonídia, que foi presa uma semana após o crime, tramaram a morte de Wellington, com o objetivo de ficar com o dinheiro do empresário. “A Polícia Civil e Instituto de Criminalística não tiveram nenhuma dúvida de que aquilo não se tratava de um suicídio”, esclarece o delegado, que destacou a parceira com a Polícia Civil do Distrito Federal na prisão do suspeito. Caso sejam condenados, Elinaldo e Leonídia podem pegar até 30 anos de prisão.

Reação do Ministério Público

Em nota ao Jaraguá Notícia, o Promotor Everaldo Sebastião de Souza, da 2ª Promotoria de Justiça de Jaraguá, disse estar surpreso pela decisão do TJ / GO, já que ficou perplexo com a decisão do Tribunal.

Para o promotor, os acusados não poderiam estar em liberdade, pela gravidade do crime; pela possibilidade de fuga; pela possibilidade intimidação de testemunhas; pela credibilidade da Justiça; pela possibilidade do cometimento de outros crimes; para a rapidez do julgamento; ou seja: pela preservação da ordem pública; conveniência da instrução criminal e futura aplicação da lei penal.

A decisão não cabe recurso, ou seja, o acusados vão ficar em liberdade até o julgamento.

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